Metas – Qual o sentido psicológico da vida?

Metas – Qual o sentido psicológico da vida?

Divaldo Franco: Todos nós devemos ter uma meta. Porém, uma meta que transcenda o imediatismo existencial. Procuremos observar que nossas metas ainda são muito primárias. Nossa sociedade é constituída de dois biótipos:

1º biótipo é aquele que come, bebe, dorme e faz sexo, este ainda se encontra na fase primária dos instintos. Constituem a grande massa, essa massa ávida de sensação de crack, cocaína, bebidas alcoólicas, que perdem as funções orgânicas e procuram substitutivos através dos estímulos químicos; 2º biótipo é aquele que apesar de comer, beber e fazer sexo tem ideais. São as pessoas que pensam, raciocinam e que constituem um número reduzido. É preciso ter um sentido para a vida. Todos anelam ter uma casa, uma meta imediata, e depois que consegue pensa em fazer uma piscina, depois em mudar o automóvel, etc., são metas estafantes que não flui a felicidade. A busca da felicidade não está fora de nós (nas coisas externas) e sim dentro. “O reino está dentro de vós” – disse Jesus. Por isso, a auto iluminação é algo transcendente. Á medida que vamos nos auto iluminando vamos encontrando a felicidade. Estamos em viagem pela Terra. Tudo que temos devemos, porque nos é emprestado por Deus. Podemos ter coisas para viver, mas não devemos viver para ter coisas.

Observação: Qual o sentido da vida para o espírita? A evolução espiritual. Não nascemos somente para comer, beber, fazer sexo, enfim, para “curtir a vida materialmente”. Podemos comer, beber, fazer sexo, passear, ter coisas, tudo de maneira equilibrada, sem esquecer as coisas do Espírito. Com a desculpa que “a vida é curta”, muitos abusam da saúde e desperdiçam a vida, ou melhor, a encarnação. A vida “carnal” realmente é curta, mas a vida “espiritual” é eterna. Não devemos esquecer que somos espíritos e como espíritos só levaremos após a desencarnação aquilo que a ferrugem não corrói e o que o ladrão não rouba, ou seja, os tesouros do Espírito.

Por que, geralmente, despertamos para as coisas do Espírito, (por exemplo: trabalhar por uma causa social), quando perdemos um ente querido, quando ficamos doentes ou uma tribulação acontece em nossa vida? Por que, muitos de nós, só buscamos cuidar da saúde quando sofremos com sua falta por abusos? Porque não fizemos isso antes? Porque vivemos, sem refletirmos em momento algum sobre a fragilidade da existência humana.

Dessa forma, útil será que todos possamos, vez ou outra, refletir sobre a vida e seus valores. Saber que ela vai muito além dos limites do corpo físico faz com que cada um de nós, aos poucos, vá arrumando as malas para a inexorável viagem de volta a casa (o plano espiritual).

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