FREI FABIANO DE CRISTO

Frei Fabiano de Cristo

 

(1676-1747)

 

 

 

 

Ao norte de Portugal, numa aldeia chamada Soengas, nasceu a 8 de fevereiro de 1676, Frei Fabiano de Cristo, que no século se chamava João Barbosa. Filho de Gervásio Barbosa e da Senhorinha Gonçalves, formavam uma das muitas famílias de vida simples que ali viviam, dedicadas sobretudo ao cultivo da uva.

De suas cinco irmãs, quatro se fizeram religiosas, o mesmo acontecendo com o único filho da família. Pouco se sabe sobre os anos de infância e adolescência de João. Sabe-se apenas que pela vida simples e pobre que levavam, pouca oportunidade teve de travar contato com os livros.

À procura de algo mais – João Barbosa sabia que o ambiente que o cercava não era resposta aos seus ideais. Sabia que sua família fora, outrora, abastada e que em suas veias corria a nobreza antiga, agora oculta na pobreza. Por ser ambicioso, sentiu logo o desejo de restabelecer a antiga nobreza. Mas não seria em Soengas que isso poderia acontecer. No primeiro instante pareceu-lhe que o melhor caminho seria o comércio. Dirigiu-se então à cidade do Porto, onde as possibilidades se mostravam mais abundantes e ricas. Aí ouvia histórias fantásticas de terras distantes e muita riqueza, deixando o jovem João muito entusiasmado. No final do século XVII, a novidade mais ambiciosa que os marinheiros traziam a Portugal era a descoberta abundante do ouro em Minas Gerais. Assim como muitos, também João viu lá longe, no Brasil, despontar a solução de seus problemas.

João despede-se de seus pais e irmãs e parte para o Brasil numa penosa viagem de meses de balanço no mar e outra não menos penosa por terra, até chegar ao seu destino, na região das promessas douradas: o Ribeirão de Nossa Senhora do Carmo (hoje Mariana) e Ouro Preto. Muita riqueza foi vista, muitos homens arrancavam da terra quantidades enormes de ouro que os tornavam ricos da noite para o dia. Mas, paralelamente à exploração das minas, surge outra fonte de renda: a vida do comércio ou “carreira das minas”. Foi esta a profissão que João escolheu logo que chegou ao Brasil.

Não sabemos exatamente qual a especialidade dos negócios de João. Sabemos apenas que em pouco tempo conseguiu uma respeitável fortuna. A partir de 1704, vamos encontrar João Barbosa com residência fixa na vila de Parati, tocando seus negócios que lhe rendiam bons lucros, mas nunca deixando de manter contato com as coisas de Deus. Assim ligou-se logo ao pároco da vila, auxiliando-o em tudo. Todas as obras de caridade recebiam dele largas quantias em dinheiro, não deixando nunca de ajudar os pobres, que encontravam nele a mão generosa sempre pronta a ajudar.

Os planos de João eram de trabalhar mais alguns anos e regressar a Portugal com suficiente fortuna para alterar a situação de sua família. Mas aí Deus entrou em sua vida de forma diferente e alterou o plano do homem. O trabalho espiritual exercido em Parati foi mudando as concepções de João. Foi sentindo cada vez mais forte o convite à vida religiosa. Hesita. Esperava maior clareza. Algum sinal, talvez. Mas um acontecimento trágico veio pôr fim às suas hesitações. A morte por assassinato de um sócio e companheiro seu, por motivos desconhecidos, fez com que João ficasse profundamente abalado e percebesse como os bens materiais não significam nada diante da grandeza de Deus.

Nesta altura da história, muitas Ordens Religiosas já estavam estabelecidas no Brasil. Examinando-as, pode sentir que nenhuma estava tão de acordo com seus propósitos como a “Ordem Seráfica de São Francisco de Assis”. Porque, como nascera na pobreza, passara depois à riqueza pelo trabalho, queria à luz da fé voltar a ser pobre. E ninguém melhor que Francisco de Assis para guia nesta troca de valores.

O Franciscano – Tomada a decisão, João apresentou-se ao Padre Provincial, no Convento Santo Antônio do Rio, que percebeu imediatamente suas qualidades e, sobretudo, um homem que sentia o chamado de Deus, logo sendo admitido à vida franciscana. Primeiro passo de João: desfazer-se de todos os bens. Dividiu toda a sua fortuna em três partes: a primeira foi enviada a Portugal para a família e para outros acertos; a segunda parte foi destinada às obras de caridade; e a terceira foi distribuída entre os pobres. Assim, a 8 de novembro de 1704, apresentou-se no Convento São Bernardino em Angra dos Reis, e no dia 11 de novembro trocou suas vestes seculares pelo hábito marrom de São Francisco, trocando também seu nome de João para “Frei Fabiano de Cristo”, nome pelo qual é conhecido ainda em nossos dias, pois foi a partir desta troca que ele enveredou pelos caminhos da santidade.Frei Fabiano de Cristo, no tempo de formação, optou por ser irmão franciscano.

No Convento Santo Antônio do Rio – No final do ano de 1705, Frei Fabiano de Cristo recebeu ordens de transferir-se para o Convento Santo Antônio do Rio de Janeiro, com o encargo de porteiro. Aliás, na Ordem Franciscana dava-se particular importância a esta função, pois prescrevia-se fosse ela entregue somente a religiosos de muita prudência, confiança e virtude, após 15 anos de hábito. A nomeação de Frei Fabiano de Cristo era um reconhecimento à sua virtude e confiança, pois estava apenas há dois anos na Ordem. Apesar do bom trabalho exercido por Frei Fabiano na portaria, os superiores pediram, no ano de 1707 ou 1708, que ele tomasse conta da enfermaria. Imediatamente obedeceu e, aqui como na portaria, deu belíssimo exemplo de caridade.

Embora não tivesse preparação especial para esta função, a caridade e o esforço pessoal substituíam as deficiências. Praticamente levava sua vida junto aos doentes, a tal ponto que nem sequer tinha um quarto próprio, por longo tempo, contentando-se em dormir em qualquer lugar da enfermaria, para que, dia e noite, pudesse estar à disposição dos doentes. Só mais tarde aceitou um quarto, mas sempre junto à enfermaria. Assim consumiu quase todo o resto de sua vida, cerca de trinta e oito anos, exercendo sua caridade para com os doentes e idosos.

Enfermidade e morte – Com o passar do tempo, o corpo de Frei Fabiano foi sentindo o peso da idade e dos sacrifícios, na forma de sofrimento físico que o crucificaram por quase 30 anos. A causa inicial destes sofrimentos foi uma erisipela crônica, localizada nas pernas, acentuadamente na esquerda, que mais tarde se transformou numa horrível chaga. Para aumentar estes sofrimentos nas pernas, apareceu-lhe um quisto num dos joelhos, atribuído por alguns ao tempo excessivo que o bom irmão permanecia de joelhos nas suas longas horas de oração.

Jamais se ouviu dele a mínima queixa ou atitude de revolta diante de tanto sofrimento. A única coisa que o atormentava era o fato de não poder mais exercer sua função de enfermeiro. Seu estado de saúde agravou-se muito, já estava ele na casa dos 70 anos. Pressentiu que ia chegando ao fim de seus dias e, conforme dizem, chegou a anunciar aos confrades o dia e a hora de sua morte.No dia 17 de outubro de 1747, pelas 14h00, Frei Fabiano de Cristo, rodeado pelos confrades, quase despercebidamente como vivera, parte ao encontro do Pai.

Uma multidão tomou conta do Convento Santo Antônio. Todos queriam se despedir de Frei Fabiano, pois ele era visto como um Santo, um Servo de Deus. Todos desejavam ver e tocar aqueles restos que representavam a santidade.O local onde estavam encerrados os ossos de Frei Fabiano começou a ser abandonado, terminando por cair em ruínas. Dos cento e tantos religiosos do tempo de Frei Fabiano o Convento não abrigava, em 1870, mais que seis e, aos poucos, o Convento foi se transformando numa espécie de hospedaria até que, em 1885, Dom Pedro II hospedou ali o sétimo Batalhão de Infantaria do Exército. E vieram as depredações e os estragos. A ruína começara um trabalho demolidor, levando consigo a placa de bronze que assinalava o local da urna com os ossos de Frei Fabiano. Assim, quando o batalhão se retirou, ninguém mais sabia o local que se encontrava a urna. Inclusive acreditava-se que a mesma havia sido violada.

O reencontro – Não queria Deus fosse este o fim dos ossos de Frei Fabiano, pois em fins de janeiro do ano de 1924, chuvas fortes e prolongadas, causaram grandes estragos no Rio e em vários Estados. Às três horas da madrugada do dia 2 de fevereiro, com um estrondo terrível, ruiu grande parte do muro, atrás do qual, antigamente, se achava a enfermaria. Em meados de abril, foram iniciadas as obras de reconstrução do dito muro, derrubando a 1° de maio do ano de 1924, o resto do muro que ainda não ruíra. Parte do muro já havia sido derrubado, quando do lado do Convento, de repente, apareceu uma urna de chumbo, cheia de ossos. Imediatamente entregue ao Guardião, este logo ficou convencido de tratar-se dos ossos de Frei Fabiano. Abrindo a urna, encontrou em cima, coberto de cal, um documento em péssimo estado, onde ainda se lia: “Frei Fabiano…….. enfermeiro deste convento…….. Rio……..”.

Resolveram então encerrá-los em uma urna de mármore, com uma pequena abertura lateral, por onde se poderiam ver os ossos. A urna foi colocada numa capela, do lado esquerdo da Igreja do Convento Santo Antônio. E a veneração recomeçou. Em pouco tempo, os fiéis começaram a procurar o santo irmão, como nos primeiros dias após sua morte. Ainda hoje, a procissão de devotos continua a desfilar diante do altar singelo que abriga os ossos de Frei Fabiano. De todos os cantos do Brasil chegam cartas comunicando graças e pedindo lembranças do santo irmão que, pequeno na terra, continua no céu uma presença benéfica, atestando como Deus é magnífico em seus santos, pois neles manifesta sua imensa misericórdia e sua paterna solicitude de ajudar os homens pelos homens.

Frei Hugo Baggio, ” Frei Fabiano de Cristo”, 1974.

 

*Fabiano de Cristo e Francisco de Assis são os mentores do MAP.

 

CULTO DO EVANGELHO NO LAR

PASSO A PASSO PARA SE REALIZAR UM “CULTO DO EVANGELHO NO LAR”.

Finalidade: Trata-se de um encontro semanal, sendo previamente marcado o dia e a hora, (devendo ser repetido sempre no mesmo dia e hora da semana) Read More

OS SANTOS CATÓLICOS NA VISÃO ESPÍRITA

Todos nós brasileiros de certa forma já ouvimos falar nos santos. Nosso calendário segue o cristianismo. Temos nele feriados, datas e festividades aos santos. E quem foram eles? Qual é a importância deles na sociedade? Qual é o papel deles no mundo espiritual?

Eles foram espíritos como nós, mas se destacaram e ficaram famosos pelos seus feitos. Uns carregavam as marcas de crucificação do Cristo, outros abriram mão de uma vida de paixões e luxo para se tornarem mais humildes e se levar o nome de Jesus adiante. Outros foram levados ao altar por lutar (ir para a guerra) a fim de que o cristianismo não se enfraquecesse.

Pense comigo: Vamos usar como exemplo, um santo muito popular que é São Jorge. Ele nasceu na atual Turquia e se formou no exército da Capadócia. Jorge foi casado, tinha família, e era um homem assim como nós. Sua missão seria vir na terra para defender e lutar pelo seu povo que tinha medo de falar que seguia ao Cristo. Sendo assim, reuniu um exército para defender, não para atacar. Portanto que os livros e biografias falam que Jorge apenas defendeu os cristãos no Império de Diocleciano. Mas foi pego e decapitado.

Esse ato de fé, naquela época serviria como exemplo para os homens. Sendo assim, puseram-no no altar, canonizando-o para que os homens se espelhassem nele.

Sabemos e temos a compreensão de que o mundo teve a necessidade das guerras, dos vultos luminosos, das renúncias e até mesmo dos martírios. Pois “Não há folha sequer que caia sem a permissão de Deus”.

Ele desencarnou há mais de mil anos. E será que ele não teria mais reencarnado na terra?

Claro que sim. Sob a visão da Doutrina espírita, claro que ele pode ou deve ter reencarnado. Assim como outros santos. Não que tenham reencarnado neste planeta, pois nós espíritas acreditamos que poderiam reencarnar em outros planetas também. Eles certamente tiveram essa missão. Vieram na terra para lutar para que o nome e os ensinamentos do Cristo não fossem extinto (o que não aconteceria, por isso vieram para terra).

Assim aconteceu com vários Mártires, como outro santo muito popular que é São Sebastião.

E as orações que são feitas a eles são atendidas? Por quem?

Claro que são atendidas, assim como são atendidas as orações feitas a Deus, aos médicos espirituais, entre outros espíritos. São atendidos por espíritos amigos. Muitos trabalham dessa forma. Pois o espírito pode se plasmar da maneira que achar melhor. Na forma mais feliz. Isso quando se trata de um espírito mais evoluído.

A Vida de Francisco de Assis, foi uma escolha dele seguir ao cristo renunciando todas as coisas mundanas que o atrasava. Ele com certeza deve se sentir muito feliz se plasmando dessa forma. Pode sim ter reencarnado e pode reencarnar quantas vezes achar necessário.

Muitos representantes da Igreja que ao desencarnar continuam a trabalhar com os santos ouvindo as orações e preces.

A nossa doutrina nos ensina que a dor, o sofrimento, ainda se faz necessário. É um modo de aprendermos a corrigir os erros do nosso passado e muitas vezes exigimos que os espíritos trabalhem em nosso benefício. Eles observam orações por orações e ajudam sim, mas se for contra as leis de aprimoramento do ser, eles não irão atender, pois seria ir contra as leis de Deus: a lei de ação e reação.

Representar esses espíritos por imagens. O que o espiritismo diz?

A Representação desses espíritos por imagens, vem também da Igreja católica. Os santos por serem espíritos esclarecidos, bondosos, que deram testemunho de que são acima da matéria, não ficam presos a representações nem a imagens.

Vamos lembrar que nenhum objeto tem força por si só. O que tem força é o seu pensamento. E se você acreditar que aquela imagem irá te ajudar irá registrar em sua mente que aquilo irá te salvar. Sendo assim, a cura, a bênção e o milagre virão, mas não pela imagem, e sim pela sua força mental.

Aspectos positivos nas Imagens:

Uma pessoa ao olhar para a imagem de Jesus, ela toma um respeito pela imagem e pelo nome dele. Quando ela entra em um lugar que tenha a imagem de um santo, ela vai se policiar para não xingar, não falar coisas indevidas, não dispersar o assunto, não pensar em coisas que não são vinculadas a fé.

Existem Espíritos nas Igrejas?

Claro que tem espíritos nas igrejas. Lembre que Jesus disse: onde houver duas ou mais pessoas reunidas em meu nome eu me farei presente.

Muitos católicos quando vão as missas rezam, pensam em coisas boas, tentam se auto melhorar. E como tal os espíritos se fazem presente. Aliás, em qualquer lugar onde houver pessoas os espíritos estão.

Os espíritos vão às igrejas, abençoam as hóstias, dão passes naqueles que estão em sintonia com o bem. Por isso muitos se sentem bem indo a missas. Além disso, muitos buscam as igrejas para fazerem missas, corrente de orações a familiares e amigos falecidos. É claro que tem espíritos com grau de evolução baixo, que necessita de ver e sentir o calor das vozes em oração a ele. E é claro que esse espírito se sente melhor com tantas preces feitas com o coração.

Os Espíritos, assim como todos nós podemos e devemos nos santificar, através de uma boa conduta, da perseverança na fé, em levar consolo e amor a todos que necessitam. Sem esperar ser santificado ou beatificado por qualquer pessoa encarnada. Dr. Bezerra de Menezes, o médico dos pobres, não foi santificado (certamente porque era espírita), mas seguiu ao Cristo, trabalhando no bem e em nome da caridade e da humildade. Outro exemplo é o querido Chico Xavier, não foi aureolado por mãos humanas, e sim se auto iluminou, atingindo um nível de evolução altíssimo.

 

É BOM LEMBRAR

Assim como Emmanuel mentor de Chico usava roupas romanas, porque se sentia bem. O espírito de um Papa pode usar roupas sacerdotais. Assim como Joanna de Ângelis se plasma como freira.

Vamos lembrar que, Chico Xavier em sua Humildade, tinha imagens de santos. Não que ele as cultuava e adorava mas ele respeitava e gostava muito. Inclusive tinha muita fé em Nossa Senhora da Aparecida e Nossa Senhora da Abadia (padroeira da cidade de Uberaba-MG).

Dr. Bezerra de Menezes, o médico dos pobres, dizia que tudo o que ele fazia era em nome de Nossa Senhora.

A Doutrina Espírita não usa imagens, mas não condena aqueles que usam. Um bom espírita não condena, apenas auxilia quando solicitado.

EXTRAÍDO DO GRUPO DE ESTUDOS AMIGOS DE CHICO XAVIER

“AH, SE EU SOUBESSE…”

A maioria dos espíritos ao chegarem no Plano Espiritual, reflete:

“Ah se eu soubesse…”

Se eu soubesse que a vida real não era na matéria… se eu soubesse que a realidade não é de sofrimento, mas de paz e liberdade… Read More

TRANSFORMAÇÃO MORAL

Quem são os Espiriteiros?

Explica Richard Simonetti:
” Espiriteiro é uma palavra nova que não se encontra no dicionário.
Ela define as pessoas que se ligam ao Centro Espírita, mas são desligadas das finalidades do Espiritismo. Espiriteiro é o “Papa Passes”, que comparece às reuniões apenas para receber sua “hóstia” depuradora, representada pela transfusão magnética.
Frequentador assíduo de “consultórios do Além”, grupos mediúnicos que se formam apenas para receber favores espirituais, não consegue compreender que o Espiritismo não é mero salva-vidas para acidentes existenciais nascidos de sua própria invigilância.”

Richard Simonetti chama atenção para aqueles que acham que Espiritismo é só mediunismo.
Que só frequentam a casa espírita para buscar favores do Além.
Querem “consultar os espíritos”, mas não buscam consultar o Evangelho antes de tomar uma atitude.
Nem vivenciá-lo.
Buscam cura para o corpo, mas esquecem que, como disse Bezerra de Menezes, “toda doença tem sua origem na imperfeição do espírito” , ou seja, não buscam prevenir as doenças que estão na alma.

Doenças da alma.

Querem afastar o obsessor, mas não querem saber como os atraímos para perto de nós e o que devemos fazer para que eles não nos persigam.
Buscam o dia do passe, por exemplo, com a finalidade de se beneficiar dele sem buscar conhecer a finalidade do Espiritismo que é “auxiliar o progresso moral da humanidade.”
Eles não se esforçam para se melhorar moralmente domando suas más inclinações.
Mais importante que o passe é o Evangelho que o antecede.
Nele aprendemos que a doutrina não retira problemas e dores do nosso caminho,
mas explica-nos o porquê das coisas e ensina-nos: como podemos melhorar a nós mesmo para gerarmos efeitos felizes no futuro; como prevenir e resolver problemas espirituais, desde que empreguemos vontade e esforço no sentido do Bem; ou ainda, como superar aquilo que, por ora, não pode ser mudado porque nos serve de expiação ou de prova.
Espíritas, não deixemos desviar a finalidade do Espiritismo.
Lutemos pela fidelidade de seus ensinamentos.
Unamo-nos e busquemos nos instruir.
Espiritismo é sinônimo de trabalho: trabalho em prol do próximo através da caridade e trabalho em prol de si mesmo através da reforma íntima.

Texto de Rudymara

HORÓSCOPO NA VISÃO ESPÍRITA

 

Os astros influenciam igualmente na vida do homem?

Emmanuel: “As antigas assertivas astrológicas tem a sua razão de ser. O campo magnético e as conjunções dos planetas influenciam no complexo celular do homem físico, em sua formação orgânica e em seu nascimento na Terra; porém, a existência planetária é sinônimo de luta. Se as influências astrais não favorecem a determinadas criaturas, urge que estas lutem contra os elementos perturbadores, porque, acima de todas as verdades astrológicas, temos o Evangelho, e o Evangelho nos ensina que cada qual receberá por suas obras, achando-se cada homem sob as influências que merece.”(Livro: O Consolador – psicografia de: Chico Xavier)

“O homem é senhor de seu próprio destino. As influências mais sérias que venha a sofrer condicionam-se à sua própria vontade . . . Por isso, profecias relacionados com a vida diária, baseados em meras especulações astrológicas, somente se concretizarão na medida em que lhes dermos o aval da aceitação”.  (Richard Simonetti)

Nós espíritas não acreditamos em horóscopo porque sabemos que somos Espíritos onde cada qual de nós está num grau evolutivo e traz uma bagagem de vivência passada diferente uns dos outros. Nem todos que são do signo de aquário, por exemplo, tem o modo de agir, o temperamento, o gosto, etc., iguais. Todos temos um pouco da característica que deram a cada signo. Somos hoje o que fizemos ontem e seremos amanhã o que fizermos hoje.

Mas, respeitamos quem acredita.

Grupo de Estudo Allan Kardec

ECTOPLASMA NA VISÃO ESPÍRITA

 

Ectoplasma

O que é esse fluido utilizado pelos espíritos desde para auxílio a doenças até materializações?

Comecemos, portanto, definindo o que é ectoplasma. Fora do alcance deste modesto autor, deixemos uma definição magistral registrada por André Luiz em seu livro “Nos Domínios da Mediunidade”, psicografado por Francisco Cândido Xavier, e comentemos algo a respeito:

“Áulus deixou aos demais obreiros as medidas atinentes à fase terminal dos trabalhos e elucidou:
_ O ectoplasma está situado entre a matéria densa e a matéria perispirítica, assim como um produto de emanações da alma pelo filtro do corpo, e é recurso peculiar não somente ao homem, mas a todas as formas da Natureza. Em certas organizações fisiológicas especiais da raça humana, comparece em maiores proporções e em relativa madureza para a manifestação necessária aos efeitos físicos que analisamos. É um elemento amorfo, mas de grande potência e vitalidade. Pode ser comparado a genuína massa protoplásmica, sendo extremamente sensível, animado de princípios criativos que funcionam como condutores de eletricidade e magnetismo, mas que se subordinam, invariavelmente, ao pensamento e à vontade do médium que os exterioriza ou dos Espíritos desencarnados ou não que sintonizam com a mente mediúnica, senhoreando-lhe o modo de ser. Infinitamente plástico, dá forma parcial ou total às entidades que se fazem visíveis aos olhos dos companheiros terrestres ou diante da objetiva fotográfica, dá consistência aos fios, bastonetes e outros tipos de formações, visíveis ou invisíveis nos fenômenos de levitação, e substancializa as imagens criadas pela imaginação do médium ou dos companheiros que o assistem mentalmente afinados com ele.”

Transcrevemos todo este trecho por conter as principais características do ectoplasma. Desse modo, vemos que se trata de uma “emanação”, um produto orgânico por assim dizer, presente em todos os seres vivos e que guarda íntima relação com o metabolismo de alguns órgãos/estruturas. No homem, nota-se maior produção de ectoplasma pelas células nervosas, daí ser chamado por alguns autores como “fluido nervoso”. A produção em gânglios nervosos mesentéricos é descrita como sendo abundante, e o tipo de fluido pesado processado ali auxiliaria na confecção do ectoplasma. Sua liberação pode ocorrer por todos os orifícios do corpo, mais comumente pela boca e pela genitália. Este fluido segundo a maioria dos autores, retorna ao médium doador, ainda que não completamente, como mostra o esgotamento causado por esse tipo de fenômeno. Como deixa claro o texto de André Luiz, tem forma infinitamente variável e condutora.
Sua utilização por parte dos Mentores Espirituais é a mais variada, sempre aplicada em trabalhos de efeitos físicos. Uma das necessidades de os trabalhos espíritas serem feitos à meia luz é justamente pela decomponibilidade do ectoplasma à ação luminosa. De suas aplicações, temos o uso para tratamento de males físicos, direcionados sobretudo pelos Benfeitores, que o manipula com outros fluidos finos em favor do assistido, e, o mais comentado, pode ser usado em sessões de materialização. Essas últimas, quando sérias, com participantes igualmente idôneos, dispostos a aceitarem os fatos sejam quais forem e sedentos por instruções de nossos Maiores, constituem reuniões de muito respeito. Muito famosas ficaram as sessões de materializações frequentadas por Chico Xavier nos anos 50 quando em Pedro Leopoldo. Tais sessões encerraram-se após majestosa materialização de Emmanuel, alto, porte atlético, voz de barítono, vestido como sacerdote, com um livro em uma mão e uma tocha na outra, que dizia que embora muito respeitáveis, tais reuniões deviam encerrar-se para privilegiarem-se os livros, instrumento ímpar de edificação e divulgação. A primeira experiência, no entanto, que talvez permaneça insuperável quanto a seu rigor e assiduidade foram as sessões de materialização do espírito Katie King ao professor William Crookes, eminente físico membro da Academia Britânica de Ciências. Foram meses a fio com materializações quase diárias desse espírito que ficava até por horas materializado. Existe farta documentação iconográfica em livros e mesmo na internet sobre materializações de espíritos.
Esse tipo de fenômeno escasseou-se bastante nos últimos tempos devido a uma série de fatores dentre os quais a necessidade de evangelização e não apenas experimentações por parte dos espíritas, o fato de essas reuniões serem muito visadas pelo plano espiritual inferior e pela falta de médiuns aptos – ou melhor, preparados – para esse tipo de trabalho.
O ectoplasma constitui, portanto, importante elemento para os trabalhos espíritas, sendo usado em um sem-número de situações. Reforça-se aqui a necessidade de estudos em tema tão complexo e com tantas nuances, e de forte edificação no Evangelho, protegendo-nos de entidades malsãs prontas a se esgueirarem em nossas brechas morais.

Bibliografia
1. Nos Domínios da Mediunidade. André Luiz (Espírito), psicografado por Francisco Cândido Xavier. Editora FEB.
2. Técnicas da Mediunidade. Carlos Torres Pastorino. Fora de circulação pela editora.
3. Trabalho dos Mortos. Nogueira Faria. Editora FEB

 

CRIANÇA ÍNDIGO E CRISTAL

Criança Índigo e Cristal na visão Espírita.

 

Lee Carol e Jan Tober (que não são espíritas) lançaram em 1999 o livro “Crianças Índigo”, nos Estados Unidos da América do Norte, narrando à epopeia de crianças especiais, denominadas Índigo, pela coloração azulada de suas auras, identificadas por vários médiuns e ainda não classificadas pela psicologia.
Em Salvador, na Bahia, na década de 1950, Divaldo Franco, psicofonicamente, recebeu do Espírito Ivon Costa, ex-tribuno espírita, mensagem denominada “Espíritas, reverenciai os berços”. Ivon Costa afirmava que cinquenta mil espíritos missionários e quinhentos vultos bíblicos e líderes do progresso humano estavam reencarnando para sustentar a fé e o bem na virada do milênio. Seriam os precursores do mundo de regeneração. E recomendou: “oferecei-lhes desde cedo à EVANGELIZAÇÃO infanto juvenil para que recordem os compromissos assumidos com Jesus na imortalidade”. Divaldo escolheu chamá-los de “Os Programados”, identificando-os com o passar do tempo no Brasil e no Mundo. Mas, orienta: São crianças que devemos educar apelando para a lógica, o bom tom. A criança deve ser orientada, esclarecida, repetidas vezes. Voltarmos aos dias da educação doméstica, quando nossas mães nos colocavam no colo, conversavam conosco, ensinavam-nos a orar, orientavam-nos nas boas maneiras, nas técnicas de uma vida saudável, nos falavam de ternura e nos tornavam o coração muito doce, são os métodos para tratar as modernas crianças, todas elas, índigo, cristal ou não.
O perigo de classificarmos essas crianças é considerá-las seres privilegiados – pois o pior é que apenas algumas crianças são tidas como índigo ou cristal, criando castas, de que os pais se orgulham e sobre as quais projetam seus desejos de grandeza. A identificação de possíveis crianças especiais é altamente problemática e mesmo prejudicial, porque suscitam discriminações, classificações desvantajosas para outras, que não sejam assim consideradas, e para elas próprias, proporcionando um estímulo à vaidade.
Lembremos que Espírito com muita cultura não significa Espírito de grande evolução moral. Temos como exemplo Hither.
Então, tenhamos bom senso.

Grupo de Estudos Allan Kardec

A VIDRAÇA

Um casal, recém-casados, mudou-se para um bairro muito tranquilo.

Na primeira manhã que passavam na casa, enquanto tomavam café, a mulher reparou em uma vizinha que pendurava lençóis no varal e comentou com o marido:

Que lençóis sujos ela está pendurando no varal! Está precisando de um sabão novo. Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!

O marido observou calado.

Três dias depois, também durante o café da manhã, a vizinha pendurava lençóis no varal e novamente a mulher comentou com o marido:

Nossa vizinha continua pendurando os lençóis sujos! Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!

E assim, a cada três dias, a mulher repetia seu discurso, enquanto a vizinha pendurava suas roupas no varal.

Passado um mês a mulher se surpreendeu ao ver os lençóis muito brancos sendo estendidos, e empolgada foi dizer ao marido:

Veja, ela aprendeu a lavar as roupas, será que a outra vizinha a deu sabão? Porque eu não fiz nada.

O marido calmamente a respondeu:

Não, hoje eu levantei mais cedo e lavei a vidraça da nossa janela! 

(Autor desconhecido)

ÁGUA FLUIDIFICADA

A água fluída.

“E qualquer que tiver dado só que seja um copo de água fria por ser meu discípulo, em verdade vos digo que, de modo algum, perderá o seu galardão”. Jesus (Mateus, 10:42)

Meu amigo, quando Jesus se referiu à benção do copo de água fria, em seu nome, não apenas se reportava à compaixão rotineira que sacia a sede comum. Detinha-se o Mestre no exame de valores espirituais mais profundos. A água é dos corpos o mais simples e receptivo da terra. É como que a base pura, em que a medicação do Céu pode ser impressa, através de recursos substanciais de assistência ao corpo e à alma, embora em processo invisível aos olhos mortais. A prece intercessória e o pensamento de bondade representam irradiações de nossas melhores energias. A criatura que ora ou medita exterioriza poderes, emanações e fluidos que, por enquanto, escapam à análise da inteligência vulgar e a linfa potável recebe a influência, de modo claro, condensando linhas de força magnética e princípios elétricos, que aliviam e sustentam, ajudam e curam.
A fonte que procede do coração da Terra e a rogativa que flui no imo d’alma, quando se unem na difusão do bem, operam milagres. O Espírito que se eleva na direção do céu é antena viva, captando potências da natureza superior, podendo distribuí-las em benefício de todos os que lhe seguem a marcha.
Ninguém existe órfão de semelhante amparo. Para auxiliar a outrem e a si mesmo, bastam a boa vontade e a confiança positiva. Reconheçamos, pois, que o Mestre, quando se referiu à água simples, doada em nome da sua memória, reportava-se ao valor real da providência, em benefício da carne e do espírito, sempre que estacionem através de zonas enfermiças. Se desejas, portanto, o concurso dos Amigos Espirituais, na solução de teus problemas orgânicos ou dos problemas de saúde e equilíbrio dos companheiros, coloca o teu recipiente de água cristalina, à frente de tuas orações, espera e confia. O orvalho do Plano Divino magnetizará o liquido, com raios de amor, em forma de bênção, e estarás, então, consagrando o sublime ensinamento do copo de água pura, abençoado nos Céus.

Emmanuel.