Pés descalços, mãos marcadas.
Moradores das calçadas,
Esquecidos como a própria noite...
Rosto triste, olhar tão raro.
Na esperança de um amparo
O silêncio mostra a própria dor.
Sem perceber, finjo não ver
E prefiro evitar.
Preciso ter olhos de ver
E mãos de ajudar.
E amar como Ele amou...
Pés descalços, mãos marcadas,
Jesus Cristo nas calçadas,
Esquecido como a própria noite...
Rosto triste, olhar tão raro.
Na esperança de um amparo
O silêncio mostra a própria dor.
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