OBSESSÃO

Obsessão

A obsessão é, segundo Allan Kardec em o Livro dos Médiuns, uma das maiores dificuldades que a prática espírita pode apresentar. Caracteriza-se pelo domínio que alguns Espíritos exercem sobre certas pessoas. É praticada unicamente por Espíritos inferiores, que procuram dominar, pois os Espíritos bons não impõem nenhum constrangimento. 

A obsessão, por sua vez, está relacionada há três fatores básicos:

a) falta moral ou comportamento social, incompatíveis com o bem (viciações);

b) grave desarmonia  mental/psíquica (distúrbios mentais);

c) lesões físicas que afetam certas estruturas ou órgãos relacionados ao raciocínio, à cognição, à emoção, etc. (por exemplo, certas enfermidades do sistema nervoso).

A obsessão é considerada fator primário quando a pessoa sofre ação direta de um perseguidor espiritual. As imperfeições morais (egoísmo, orgulho, vaidade, ciúme, inveja, ganância, rancor, entre outras) e vícios, de qualquer natureza, são em geral definidos como fator secundário, uma vez que o indivíduo se compraz em manter sintonia mental com entidades que apresenta as mesmas tendências e vibrações.De uma forma ou de outra, a obsessão conduz a pessoa a quedas morais, pois suas estruturas mentais e seu pensamento são continuamente submetidos a influências perniciosas, próprias ou estranhas, que produzem, em consequência, atordoamento do raciocínio, das emoções e dos sentidos, segundo Emmanuel no livro Seara dos Médiuns.

Em se tratando da prática mediúnica, Kardec em o Livro dos Médiuns, apresenta nove sinais mais evidentes do processo obsessivo, aplicados tanto ao médium, propriamente dito, ou seja, aquele que é portador de mediunidade de efeitos patentes (psicofonia, psicografia, vidência, etc.) como a qualquer outro trabalhador da reunião mediúnica:

persistência de um Espírito em se comunicar, queira ou não o médium, pela escrita, pela audição, pela tiptologia (ruídos, como pancadas e batidas) etc., opondo-se a que outros Espíritos o façam;

ilusão que, não obstante a inteligência do médium, o impede de reconhecer a falsidade e o ridículo das comunicações que recebe;

crença na infalibilidade e identidade absoluta dos Espíritos que se comunicam e que, sob nomes respeitáveis e venerados, dizem coisas falsas e absurdas;

confiança do médium nos elogios que lhe fazem os Espíritos que por ele se comunicam;

disposição para se afastar das pessoas que podem dar-lhe conselhos úteis;

reagir mal à crítica das comunicações que recebe;

necessidade incessante e inoportuna de escrever (ou de se manifestar por outro tipo de mediunidade);

constrangimento físico qualquer, que domine a vontade do médium e o force a agir ou falar contra a própria vontade;

ruídos e perturbações persistentes ao redor do médium, dos quais ele é a causa ou o objeto visado.O Codificador esclarece, também, em A Gênese, como prevenir e combater as obsessões:

Assim como as moléstias resultam das imperfeições físicas que tornam o corpo acessível às influências perniciosas exteriores, a obsessão decorre sempre de uma imperfeição moral, que dá ascendência a um Espírito mau. A uma causa física, opõe-se uma força física; a uma causa moral é preciso que se contraponha uma força moral. Para preservá-lo das enfermidades, é preciso fortificá-lo; para garantir a alma contra a obsessão, tem-se que fortalecê-la. Daí, para o obsidiado, a necessidade de trabalhar pela sua própria melhoria, o que na maioria das vezes é suficiente para livrá-lo do obsessor, sem o socorro de pessoas estranhas. Este socorro se torna necessário quando a obsessão degenera em subjugação e em possessão [entendida aqui como uma manifestação gravíssima da subjugação], porque neste caso o paciente não raro perde a vontade e o livre-arbítrio.

O Espírito André Luiz, por sua vez, esclarece:

Você, enfim, talvez se veja em qualquer estado de introdução ao desequilíbrio espiritual, prestes a cair sob cadeias obsessivas, mas, se você realmente deseja livrar-se disso, deve compreender antes de tudo, que precisa de esclarecimento e de amparo. Entretanto, para que você obtenha luz e auxílio é indispensável adote duas atitudes fundamentais:

Estudar e Raciocinar, a fim de se Instruir.

 

 

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